terça-feira, 22 de julho de 2008

WOLVERINE THUNDERCAT LOGAN

Dia 2 de março de 2004. Início de tarde, estou em casa trabalhando no site da Tropa.Meu pai me interfona; antes que fale, já sei. Só pode ser gato.
E era... Ele ouviu miados de filhote vindo da casa em ruínas aqui ao lado, de onde vieram meus pimpolhos Lucca, Aysha, Alyssa e o Ivan da Fabiana.
E estava me chamando para... ora... adivinhem... resgatar o dito cujo.
Desci, mas a porcaria da casa é mato até a alma, entulho pra todo lado, ferro-velho, madeiras podres, enfim, um caos, ninguém consegue entrar.
Deixei minha caixa de transporte mais uns petiscos lá, com o homem que toma conta da casa, e que me ajudou a pegar os outros gatinhos acima na Páscoa de 2002.
Entrar na casa não dava, e lugar pro bichinho se esconder tem de sobra !!!
Bom... O dia passou sem novidade alguma. Fiquei chateada, tinha pedido pra São Francisco mandar o bichinho pra mim, mas pelo visto ele não tinha escutado...
Subi para o apartamento da minha mãe para lanchar e meu pai me pediu para não contar nada à minha irmã.
Mas depois de uns minutos ele foi na varanda e disse " tarde demais..." Ora, ora se ela não tinha acabado de chegar !!! E claro... Viu logo minha caixa de transporte, hehehehe... Sei que corri pra varanda pra ver ela falando com o homem, e depois sumiu.
Ouço um berro de "eu já pegueeeeei !!!"E lá vem a criatura com o gato na mão, toda feliz da vida... Foi o seguinte.
Ela estava voltando da casa do Flávio, seu namorado, com o próprio. E eles ouviram os miados e pararam para ver o que era, e então viram minha caixa, e foram perguntar ao homem, que disse "sua irmã já veio aqui também".
Eles ficaram cercando a casa toda até que o Flávio resolveu pular o muro que dá para o meu prédio... E encontrou, atrás de umas madeiras, uma caixa de tênis Nike, sem furo algum, completamente lacrada com fita adesiva... E dentro, a pobre criaturinha miante e grudenta, enfiada no meio de um monte de cocô e xixi.
Meu irmão disse que ouviu miados durante a madrugada, então provavelmente o infeliz que fez isso largou ele lá por essas horas... Não sem antes cortar os bigodes também, e ainda me dei por feliz de ter sido só isso. Até pensei que os bigodes tivessem sido roídos pela mãe, porque sei que fazem isso, mas estavam muito aparadinhos demais, foi tesoura mesmo.
Agora vejam, o pequeno ficou lá desde o dia anterior de madrugada, numa caixa completamente lacrada, no meio da sujeira, com fome e sede, no calor que fazia...
Mal subiu, dei banho, mas estava com um cheiro tão forte que depois de três deles ainda estava fedendo. Não era só cocô e xixi, era alguma outra coisa, um cheiro estranho. Talvez graxa, ou algum óleo parecido.
Mas estava bem, e foi imediatamente vermifugado... Comeu caramba e já foi se divertir na caixinha de areia. :o)))
Um tigre lindo de barriga de bolinha, que meses depois veio se juntar, com o Flávio, aos gatos da minha irmã, e que, depois da morte dela, veio para a minha casa.

Wolverine Thundercat Logan recebeu seu nome por conta do desenho animado sobre o grupo de felinos humanóides, e claro, do famoso personagem dos X-Men.

Nascido em: 02/01/2004
Cor: Tigrado
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Um grande companheiro, presente em todos os momentos. Adora estar ao meu lado sempre, seja ao computador, seja vendo TV. Tem adoração por sapatos, perturba as visitas até que tirem os seus e o deixem brincar com eles. Grande mordedor, odeia ser contrariado. Fica furioso quando é repreendido, mas fora isso, é um gatão extremamente amoroso.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

MAMABÊ KAYIN ABAYOMI OF ANNYA

Kayin, oncinha linda, veio para abrilhantar com seu pelo coberto de ouro a saga da enorme Tropa Felina.
Sempre admirei profundamente os felinos selvagens, mais até do que os gatos. Achava impressionantes sua força, sua majestade, sua desenvoltura e cores, seus padrões de pelagem e força.
Quando vi um bengal pela primeira vez, fiquei completamente fascinada. O fundo alaranjado contrastando com as manchas de leopardo, o porte e o ar selvagem, o jeito de tigre domesticado, me deixaram sonhando...
Sonho que julgava impossível e improvável que viesse a se realizar, em virtude do preço de um exemplar da raça e do equilíbrio delicado do meu orçamento, uma vez que, com 32 felinos para cuidar, não dava para pensar em gastar muito dinheiro. Seria muito arriscado, um deles poderia vir a precisar de cuidados veterinários urgentes e eu não teria como tratá-los, ou poderia precisar de alimentação especial, remédios, enfim, era complicado demais investir no meu sonho dourado bengal.
Em fins de 2003, entretanto, através da amiga Marcia, conheci Marta Bettencourt, criadora de Minas Gerais, que desejava um site para o seu gatil, o Mamabê. E por um desses acasos do destino, ela tinha uma ninhada recém nascida... de bengals !!!
Fiquei doida por eles, e cheguei a pensar em comprar um dos filhotes, mas logo minha velhinha Nikita precisou de tratamento dentário e o sonho parecia estar ficando cada vez mais distante. Desisti.
Mas não desisti do site, e desde o princípio simpatizei muito com a Marta e fiquei comovida com o amor que ela sempre demonstrou ter pelos gatos que criava, fiquei encantada com os cuidados que tinha com eles, com o conforto e liberdade do seu gatil, enfim, tê-la conhecido mudou muito minha maneira de encarar criadores. Percebi que, apesar de haver muitos criadores de má fé e que só visavam seus próprios interesses, também haviam aqueles que se preocupavam de verdade com seus animais, e os amavam tanto quanto nós, gateiros.
E o tempo ia passando... E nós duas nos falando ocasionalmente. Em janeiro de 2004, os fihotes de bengal estavam com dois meses... E Marta me pergunta se eu ainda queria um deles !!! Ela estava realizando meu sonho, me presenteando com minha criança dourada !!!
E assim, no dia 2 de fevereiro de 2004, Mamabê Kayin Abayomi chegava em mnha casa, via Sampa, graças a uma conjunção dos esforços de várias amigas, que o acolheram, tiraram GTA, me receberam e foram fundamentais em sua entrada para a Tropa Felina.

Kayin significa "criança há muito tempo desejada", e Abayomi, "que nasceu para trazer alegria". Eu queria um nome que lembrasse suas origens selvagens, um nome tribal. Encontrei estes dois nomes em iorubá. Cairam como uma luva em um gato que foi um sonho realizado.

Nascido em: 03/11/03
Cor: Brown Spotted Tabby
Pêlo: Curto
Raça: Bengal
Particularidades: Voluntarioso, teimoso, implicante, mandão, mas surpreendentemente carinhoso. Brincalhão e divertido, pai adotivo de vários filhotes. Amoroso ao extremo, chega a ser chato, rsrsrs. Também é um marcador de território nato...

domingo, 20 de julho de 2008

NATAL ANTECIPADO

Dia 2 de dezembro de 2003.
Estava no gabinete da direção, quieta no meu canto, quando entra uma professora com uma notícia... Tinha visto três bebês gatos abandonados na quadra da escola. Não sabia o que fazer, e, claro, correu logo para a adoradora de gatos de plantão. :o)))
Não eram três, e sim cinco, cinco criaturas pequenas e mientas, muito fracas e desprotegidas... Tinha cerca de 17 dias de vida, e dois deles tinham os olhos muito inchados e inflamados, a ponto de ser impossível saber se estavam ainda lá ou se já tinham vazado.
Fiquei em pânico total, já que minha última experiência como babá de gatos tão pequenos ( temporária - apenas dois dias ) tinha sido desastrosa ( dois morreram em minha casa e outros dois na casa da amiga que estava cuidando deles ).
Mas sabia o que fazer e como agir, e então, arrumei mamadeira, leite, bolsa de água quente, muito algodão, soro fisológico e toalhas limpas e macias.
Comecei de imediato a tratar dos olhinhos doentes, e em poucos dias estavam desinchados e muito melhores, e eu muito aliviada de ver que estavam enxergando normalmente. Mitôa revelou um lindo olhão azul ( o outro olho é verde ) e Oleg, apesar de ter ficado com uma nuvem branca, não perdeu a visão.
Os bebês não comiam sozinhos, lógico, e foram muitas noites acordando a toda hora para alimentá-los, aquecendo leite, trocando toalhas da caminha... E quantas toalhas, acabei tendo que me presentear com um novo jogo delas no Natal, hehehehe...Também não sabiam fazer xixi nem cocô sozinhos, e tinham que ser estimulados a cada mamada com um algodãozinho molhado. Essa foi sem dúvida a pior parte !!!
Mas tive a ajuda da minha irmã nos primeiros dias, ficando de babá enquanto eu trabalhava, e graças aos nossos esforços eles iam crescendo e ficando danadísimos. Eram alimentados com leite, A/D diluído em água e Nutrical, nos primeiro dias dei também um complexo vitamínico para reforçar. Eram gordinhos e espertos, todos os cinco.
No entanto, eles um a um começaram a cair doentes. Era muito estranho, simplesmente amoleciam e ficavam super caidinhos, sem querer brincar nem nada, desidratavam em questão de poucas horas e em dois dos casos, vomitavam.
A primeira a ficar doente foi Mitôa, que era então a maior de todos. Ela simplesmente vomitou um líquido esbranquiçado em quantidade enorme, e entrou em estado de choque. Ficou caída de lado, sem reação, esfriando rapidamente. Fui igualmente rápida e a enrolei numa toalha em cima da bolsa de água quente, e fiquei pingando soro via oral durante horas, mas confesso que tive certeza que ela não resistiria. Mas depois de quase um dia inteiro, o milagre, ela se recuperou, e muito bem !!! Uma semana depois, teve outra queda destas, mas novamente conseguiu sobreviver, graças à bolsa, ao soro e ao Felovite.
Logo depois foi a vez da Bastet, que apesar de ter saído rápido da crise mais aguda, permaneceu doente por um longo tempo, só indo se recuperar totalmente com dois meses de idade. Durante todo esse tempo ela foi alimentada com seringa, na maioria das vezes forçada, e teve uma rinotraqueíte muito forte, que quase se transformou em pneumonia e resistiu aos antibióticos. Era a menor e mais fraca de todos, e só começou a se alimentar sozinha de ração sêca com quase três meses.
Noel foi o terceiro a adoecer mas, como era um dos maiores e mais fortes, não chegou nem a enfraquecer de verdade, e se recuperou bem rápido.
Oleg, o segundo menorzinho, que ficou com seqüelas do olho doente, veio em seguida, e ficou bem caidinho, mas apenas por uma noite. Com soro e Felovite, se recuperou logo.
A única a escapar dessa onda de doenças foi Ninochka, a maior de todos, que só veio a pegar rinotraqueíte aos três meses de idade. No entanto, tanta saúde era apenas aparente, e hoje sabemos que ela tem uma doença cardíaca congênita, a miocardiopatia hipertrófica. Mas leva uma vida normal, graças à medicação.
Com tanta dedicação aos pequerruchos, lógico que dificilmente os deixaríamos sair da família... Portanto, Oleg e Ninochka continuaram comigo, Mitôa, Noel e Bastet, a pequenina que adorava, com minha irmã.
Após a morte dela, em julho de 2006, Mitôa veio ficar comigo e juntar-se aos irmãos, Noel foi morar com o Flávio ( noivo dela ) e Bastet ficou com minha querida amiga Ana, que a amava desde bebezinha. Hoje se chama Iman.
Os três são peças chaves da minha vida, três tesouros essenciais. Todos os gatos que tenho são importantes, cada um a seu modo e por um diferente motivo, mas estes três chegaram tão pequeninos e frágeis... E tornaram-se gatos maravilhosos, meigos, comunicativos, espertos, de uma sensibilidade e uma doçura fora do comum. São muito apegados a mim, e eu a eles. São meus filhinhos "de verdade".

Mitôa recebeu seu nome da personagem da peça "Imagens da Quimera. Em nahuatl ( um dialeto mexicano ) significa "nós somos".
Nascida em: 13/11/03
Cor: Branca e preta
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Mitôa é uma gatinha delicada, molinha como uma boneca, toda dengosa e meiguinha, que adora mamar na roupa de qualquer pessoa e ficar agarradinha horas a fio. É minha buzininha, faz um som muito engraçadinho quando é apertada... Adora ser mimada e paparicada, e morre de ciúmes da irmã Ninochka.

Ninochka Olenka significa "graça sagrada". A vinda de Ninochka, Oleg, Mitôa e seus dois outros irmãos para minha casa, aos 15 dias de vida, foi o início de uma batalha e tanto, pois eram muito pequenos e doentinhos. Mas todos se salvaram, e estes nomes foram escolhidos com todo o cuidado.
Nascida em: 13/11/03
Cor: Branca e preta
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Ninochka é o ser mais mimado do universo, verdadeiramente minha dona - sou sua escrava de estimação. Manda em tudo e todos domina, e faz sempre valer sua vontade. Voluntariosa, porém cheia de charme e meiguice, me conquista com seu jeitinho amoroso e grudento. Adora ficar no meu ombro, uma vez lá, não sai por nada. Grande rival da irmã Mitôa, mas, ao contrário dessa e do irmão, não é muito chegada em estranhos.

Oleg Fiodor significa "sagrado presente de Deus". Ele foi o primeiro que escolhi para ficar nesta casa.
Nascido em: 13/11/03
Cor: Preto
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Um gatinho extremamente amoroso e brincalhão, que adora correr atrás de bolinhas e ratinhos e trazê-los de volta para mim. Super dengoso, adora amassar com as patinhas e dormir bem juntinho. Tem adoração por mim, e, se ouve minha voz mas não me vê, desanda a miar até me encontrar. Um amor, uma paixão, o dono pirata do meu coração.

sábado, 19 de julho de 2008

DEBBIE LYMME SIMPSON

Debbie, a filha mais velha de Inês, Debbie, que se tornou também minha filha mais velha.
Debbie, uma tricolor maravilhosa, de fundo branco com manchas redondas pretas e vermelhas, nasceu em abril de 1988, e foi encontrada pela Inês com cerca de um mês de idade, jogada na rua.
Era tão pequena que Inês ficou morrendo de medo que ela morresse, e era tão carente que ficou grudada nela por muito tempo... Inês me contava, com um sorriso nostálgico nos lábios, que ficou com a gata no colo um fim de semana inteirinho, porque toda vez que tentava colocá-la no chão, ela começava a chorar e só sossegava no colo.
Tenho uma foto da Debbie ao lado de uma gansinha, e todas as pessoas para quem já mostrei essa foto me perguntam se a ave é mesmo de verdade. E é...Um dia Inês foi a um hotel fazenda, e viu uma gansinha sendo morta pela própria mãe. Bondade em pessoa que era, foi logo catando a bichinha e tratando, e acabou levando para casa, onde ela viveu feliz em meio aos gatos, e a Debbie tomava conta dela, não só não atacava a gansinha como ainda gostava dela !!!
Uma história nada espantosa em meio a tantas histórias deliciosas da Inês, que já teve uma vez até um gato que pastoreava seus porquinhos-da-Índia...Debbie também era uma grande paixão, era sua filha mais velha, e uma das mais queridas. Me lembro como Inês ficava encantada quando a gata pedia carinho estendo a patinha e tocando nela, me lembro como ficava feliz de ver como ela estava bem, apesar da idade.
Lembro-me bem de quando a Debbie teve uma infecção séria nos olhos, tão séria que acabou tendo que perder um deles, e lembro melhor ainda do quanto a Inês ficou preocupada, sem saber se ela iria sobreviver à operação, se ela iria ficar bem novamente...
Mas que nada, a gatinha valente e linda ficou muito melhor depois de operada, tomou ânimo novo, rolava pelo chão e dava a barriguinha como se fosse um bebê...
E depois da partida de minha querida amiga, veio rolar na minha cama, com sua barriga gostosa e macia, me olhando com sua carinha linda, e miando pedindo comida quando eu acordava... Estendia a patinha para o meu rosto quando estava deitada, pedindo carinho como fazia com Inês.
Debbie já veio para cá bem velhinha, só com metade de um dente, uma corcova de gordura nas costas, e dormindo o tempo quase todo. Tive medo que não resistisse à viagem longa e à mudança de vida, mas ela mais uma vez surpreendeu.
Viveu comigo ainda mais três anos, partindo em março de 2006, aos 18 anos, de insuficiência renal.
Debbie era uma vovozinha muito calma e dorminhoca, mas sabia miar bem forte para exigir o que queria, fosse comida, fosse atenção extra, fossem carinhos em plena madrugada.
Era uma criaturinha meiga, doce e vivida, eu diria sábia... Gata espertinha, dengosa, que adorava ser aspirada e não tinha medo de nada.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

NIKITA LILA

A história da Nikita é a história de uma grande paixão.
Enorme paixão de sua primeira mãe, Inês, pelos gatos, paixão especial e forte entre as duas, mãe e filha, mulher e gata.
Nikita nasceu em Minas Gerais no dia 23 de setembro de 1993, exatos vinte dias após o aniversário daquela que viria a ser o grande amor da sua vida. E veio parar em São Paulo de uma forma curiosa.
Inês trabalhava na época em uma firma da qual adorava o chefe, o Dr. Erik. A esposa do Dr. Erik adorava gatos, e ele um belo dia resolveu dar um para ela de presente. Se não me engano, um presente de Natal... E encarregou a Inês de procurar um gato que fosse simplesmente deslumbrante.
Pois ela encontrou... Uma ninhada de balineses, nascida em um gatil mineiro. E assim veio o belo Ice, que eu cheguei a conhecer em uma das minhas idas à São Paulo, quando estive na casa do Dr. Erik. Inês ficou tão fascinada, tão apaixonada por aquela criatura linda, que tratou de providenciar a vinda da irmã dele... Só que para ela mesma.
E chegava Nikita em São Paulo, pequena e linda, com seus dentinhos para fora e seu olharzinho vesgo. Nikita que se tornou nada mais nada menos que o coração de Inês, Nikita que a acompanhou até o fim. Nikita que tempos depois dormiria toda noite em meus braços.
De uma união com um siamês vizinho, nasceram 4 filhotes, mas um logo foi ter com a Deusa Gata, e sobraram os lindos trigêmeos - Huguinho, Zezinho e Luisinho. Nikita amava tanto sua mãe que esperou que ela chegasse do trabalho para poder ter os filhos do seu lado. Teve os bebês na sua cama, com a ajuda e o apoio da mãe que a amava tanto. E era uma gata tão fina e tão chique que não amamentou o trio sozinha, e sim com a ajuda de uma gata amiga. Talvez por isso os três tenham se tornado gatos enormes, fortes e gordos, todos amorosos e lindos como ela.
E assim minha amiga e sua adorada gata viveram dez anos felizes juntas, dez anos em que Nikita foi reverenciada como uma deusa, e tratada como uma rainha, que verdadeiramente era no coração de sua mãe.
Mas nem tudo na vida são flores, e minha linda amiga Inês foi para junto de Deus no dia 13 de outubro de 2003...
Mas dez dias depois da sua partida, a bela e doce Nikita veio para cá, e se tornou o conforto da minha perda, o tributo à minha saudade. Seus olhos profundamente azuis me traziam de volta os olhos azuis de Inês. Seu olhar suave e cheio de ternura me fazia lembrar do dela, sempre cheio de uma compreensão sem igual.
Infelizmente ela permaneceu comigo por apenas dois anos... Foi para o céu em 24 de outubro de 2005, depois de vários tromboembolismos.
Nikita foi minha maior paixão, uma gata companheira, amorosa, afetuosa, ronronante e comunicativa, como jamais haverá igual. Um ursinho ao qual me agarrava antes de dormir. Saudades...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

JEAN-LOUIS

Jean-Louis, tímido e doce gato de olhos cor de mel, foi um dos primeiros gatos que a Cecilia abrigou em sua casa.
Ele veio do CCZ do Rio de Janeiro, e veio meio que por acaso.Foi assim... Ela foi lá e pegou alguns filhotes para levar e doar. Então, um corre corre... E vem uma criatura amarela e branca pequenina correndo. Tinha fugido, e então ela o levou também.
Jean-Louis ficou doente, os outros filhotes também, mas ele foi o único deles a sobreviver. Era um guerreiro... Um campeão. Lutou pela vida e venceu.
Ao longo dos anos, foi ficando para trás. Enquanto outros eram escolhidos e adotados, ele ficava.
E foi assim que o conheci, já adulto, na casa dela.
Se chamava Alemão, e era muito quietinho e delicado, uma coisa linda mas de olhar sofrido.
Achei que fosse ser fácil arrumar um lar para ele, mas não... Mesmo lindo como é, sobrava sempre.
Então, em setembro, o Flávio, amigo ( e depois noivo) da minha irmã, resolve adotar dois gatos adultos da Cecilia. Levo-o lá, e ele se encanta com Babette ( então Amiguinha ) e Jean-Louis ( então Alemão ).
Com medo que fossem doados antes de poder levá-los, ele me pediu para ficar com eles aqui em casa, já que estava de mudança e ainda ia mandar telar a casa nova, arrumar, etc.
Mas, por um desses acasos do destino, a mudança demorou a sair, e quando saiu, surgiu a possibilidade do apartamento não poder ser telado...
Enquanto isso, eles iam ficando... Até que decidi finalmente que não sairiam nunca mais. Eram meus... Por usucapião !!!
Jean-Louis teve uma certa dificuldade de adaptação, foi muito perseguido pelo Giuseppe... Mas hoje em dia, reina a paz !!!

Jean-Louis significa "luz graciosa de Deus".

Nascido em: 12/05/98
Cor: Branco e amarelo
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Suave, terno, amoroso... Uma luz realmente. Um gato extremamente pacífico, de boa paz. Um tanto medroso, não gosta de sons altos nem de movimentos bruscos. Adora os mais novos.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

BABETTE FANCHON

Babette é uma autêntica e legítima gata policial, uma gata com pose de manda chuva e andar gingado. Uma baixinha invocada, mas muuuito carinhosa.
Foi encontrada ainda bebê em Niterói, pelo amigo Rogério, que demorou meses para conquistá-la.
Mesmo pequena, Babette já era bem geniosa e brava, e foram meses atraindo-a com comida, acariciando, e finalmente levantando no alto. Um belo dia, ele colocou uma caixa de transporte ao lado e pluft !!! Levantou a gata e colocou-a lá dentro em vez de no chão.
Babette ficou uma fúria, e assim lá foi ela para a casa da Cecilia, onde teve que ficar no alto, longe de tudo, porque atacava todos que passavam. Ficou dias urrando e bufando de raiva.
Aos poucos se acalmou e gradativamente começou a aceitar a convivência com outros e com as pessoas. Mas se manteve meio rabugenta, hehehehe, não gosta que outros felinos tomem muita liberdade com ela...
Eu já a conhecia há meses e até tinha pensado em adotá-la, mas deixava pra lá, já tinha muitos.
Então, em setembro de 2003, o Flávio, amigo ( depois noivo ) da minha irmã, resolve adotar dois gatos adultos da Cecilia. Levo-o lá, e ele se encanta com Babette ( então Amiguinha ) e Jean-Louis ( então Alemão ).
Com medo que fossem doados antes de poder levá-los, ele me pediu para ficar com eles aqui em casa, já que estava de mudança e ainda ia mandar telar a casa nova, arrumar, etc.
Mas, por um desses acasos do destino, a mudança demorou a sair, e quando saiu, surgiu a possibilidade do apartamento não poder ser telado...
Enquanto isso, eles iam ficando... Até que decidi finalmente que não sairiam nunca mais. Eram meus... Por usucapião !!!
Babette é uma gata maravilhosa, que adora visitas e curte muito ser mimada, e por quanto mais pessoas, melhor. Adora carinhos e amassos, adora gente. Meio rabugenta com gatos, gritadeira de carteirinha se provocada, mas ótima com seus amiguinhos, especialmente Oleg, Athos e Banshee.

Babette Fanchon significa "estrangeira livre". Ela veio realmente como uma estrangeira, não era para ficar, estava apenas hospedada aqui. Livre, sempre foi, independente, desembaraçada... Mas cheia de amor.

Nascida em: 20/01/01
Cor: Escama diluída
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Uma das mestras de cerimônias da casa, vem receber qualquer visita com muitas cabeçadas. Se não dão atenção, mordisca os cabelos. Adorável.