sábado, 19 de julho de 2008

DEBBIE LYMME SIMPSON

Debbie, a filha mais velha de Inês, Debbie, que se tornou também minha filha mais velha.
Debbie, uma tricolor maravilhosa, de fundo branco com manchas redondas pretas e vermelhas, nasceu em abril de 1988, e foi encontrada pela Inês com cerca de um mês de idade, jogada na rua.
Era tão pequena que Inês ficou morrendo de medo que ela morresse, e era tão carente que ficou grudada nela por muito tempo... Inês me contava, com um sorriso nostálgico nos lábios, que ficou com a gata no colo um fim de semana inteirinho, porque toda vez que tentava colocá-la no chão, ela começava a chorar e só sossegava no colo.
Tenho uma foto da Debbie ao lado de uma gansinha, e todas as pessoas para quem já mostrei essa foto me perguntam se a ave é mesmo de verdade. E é...Um dia Inês foi a um hotel fazenda, e viu uma gansinha sendo morta pela própria mãe. Bondade em pessoa que era, foi logo catando a bichinha e tratando, e acabou levando para casa, onde ela viveu feliz em meio aos gatos, e a Debbie tomava conta dela, não só não atacava a gansinha como ainda gostava dela !!!
Uma história nada espantosa em meio a tantas histórias deliciosas da Inês, que já teve uma vez até um gato que pastoreava seus porquinhos-da-Índia...Debbie também era uma grande paixão, era sua filha mais velha, e uma das mais queridas. Me lembro como Inês ficava encantada quando a gata pedia carinho estendo a patinha e tocando nela, me lembro como ficava feliz de ver como ela estava bem, apesar da idade.
Lembro-me bem de quando a Debbie teve uma infecção séria nos olhos, tão séria que acabou tendo que perder um deles, e lembro melhor ainda do quanto a Inês ficou preocupada, sem saber se ela iria sobreviver à operação, se ela iria ficar bem novamente...
Mas que nada, a gatinha valente e linda ficou muito melhor depois de operada, tomou ânimo novo, rolava pelo chão e dava a barriguinha como se fosse um bebê...
E depois da partida de minha querida amiga, veio rolar na minha cama, com sua barriga gostosa e macia, me olhando com sua carinha linda, e miando pedindo comida quando eu acordava... Estendia a patinha para o meu rosto quando estava deitada, pedindo carinho como fazia com Inês.
Debbie já veio para cá bem velhinha, só com metade de um dente, uma corcova de gordura nas costas, e dormindo o tempo quase todo. Tive medo que não resistisse à viagem longa e à mudança de vida, mas ela mais uma vez surpreendeu.
Viveu comigo ainda mais três anos, partindo em março de 2006, aos 18 anos, de insuficiência renal.
Debbie era uma vovozinha muito calma e dorminhoca, mas sabia miar bem forte para exigir o que queria, fosse comida, fosse atenção extra, fossem carinhos em plena madrugada.
Era uma criaturinha meiga, doce e vivida, eu diria sábia... Gata espertinha, dengosa, que adorava ser aspirada e não tinha medo de nada.

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