segunda-feira, 7 de julho de 2008

NIKITA PIKACHU

Dia 22 de janeiro.
Estou eu trancada no banheiro cuidando de duas gatas recém castradas e toca o telefone, sem parar. Atendo e... É minha mãe, aos berros.
Disse que meu irmão estava aos prantos porque voltou da faculdade cheio de pastas e papéis e viu um gatinho debaixo de um carro mas não tinha como pegar, que ele estava histérico e berrando ( como se fosse só ele, hehehehe ), e que eu pelamordedeus fosse lá ver se achava o pobrezinho-coitadinho-do-gatinho-será-que-ele-ainda-está-lá ?
Eu digo que nem pensar em ir pegar... Mas vou, claro. Não podia deixar de ir.
A criatura aqui, euzinha, meti a primeira roupa que vi e fui à luta, melhor, à caça do gato perdido. E minha mãe no interfone dizendo ai-meu-deus-se-ele- não-estiver-mais ? Ao que eu respondi, oras, se não estiver, não está.
Já saio de casa armada com bolsa de transporte e tudo mais. Vou o caminho inteirinho rezando para São Francisco, para que ele conserve o filhote no mesmo lugar até eu chegar. Prece ouvida...
São Chico colocou a mão naquela cabecinha e o guardou até eu chegar. Estava debaixo de um carro, ao lado de um churrasqueiro. Na pressa, vesti uma blusa transparente, hahahaha, deve ser por isso que o homem prontamente se prontificou a pegar o bicho... O que foi ótimo, porque o gatinho mimoso se transformou na fera do pântano. E lá vim eu com a criatura dentro de uma sacola de transporte.
Cheguei em casa, o gato estava sentado tranqüilamente, com as pernas cruzadas, e cara de quem diz "pô, demorou, heim ?" E minha mãe e meu irmão foram correndo ver e disseram ai-que-lindinho-qual-vai-ser-o-nome-desse- décimo-oitavo ? Céus, estava definitivamente perdida. Completamente birutas, tadinhos. Quem ouve até pensa que eu gosto de gato...
Bom, pulando essa parte e resumindo a ópera, a criatura foi para o quarto de empregada, com caixa de areia, patê, presunto, ração, água, brinquedos e tudo mais que tinha direito. Ficou um dia inteiro sem se mover, completamente apavorada. Depois começou timidamente a se deixar tocar. Hoje dorme enroscada nas minhas pernas, ou abraçada comigo. :)
Quase morreu intoxicada, porque veio completamente cheia de graxa.
Meu irmão a chamou de Pikachu. Eu achei bem bonitinho, porque adoro esse Pokémon, hehehehehe...

Nikita significa "pessoa vitoriosa" e foi dado pelo meu irmão, que adorava a série "Nikita". Como ela é uma vencedora, combinou. Elétrica do pokemón... rssss

Nascida em: 03/11/02
Cor: Prata e branca
Pêlo: Curto
Raça: SRD
Particularidades: Minha schnauzer felina, colorida de sal-e-pimenta. Nervosinha e imprevisível, em um minuto lambe o gato e no minuto seguinte o estapeia. Não gosta de ser pega, só se for pelo meu irmão. Mas gosta de subir no colo e ficar amassando. Mia fininho e sentido, querendo carinhos sem fim. Comilona e graciosa.

Um comentário:

Unknown disse...

adorei a estória dela!

:)

por pouco Pan se chama Nikita. por bem pouco.
bjo