AS REPOLHINHAS Paloma e Pandora foram, até dezembro de 2003, as criaturinhas mais miúdas que já chegaram a esta casa. Pequeninas e felpudas, foram as minhas bebês repolhinhas...
Sua história começa com uma tragédia, a captura dos gatos do Campo de São Bento pelo CCZ de Niterói. No dia 3 de maio de 2002, o CCZ esteve no Campo recolhendo vários animais. Muitos já vinham desaparecendo, desde alguns dias antes.
No dia seguinte, um sábado, haveria uma panfletagem de protesto, e por isso fui à Niterói me encontrar com a Susana. Mal sabia eu o que me aguardava...
A panfletagem acabou não acontecendo, mas eu, a Susana e o marido passamos, é claro, pelo Campo de São Bento, e fiquei chocada em ver como a quantidade de gatos diminuíra. Como em todo sábado, havia uma feira de artesanato por lá, na qual, aliás, se vende muito mais que isso, vide o comércio vergonhoso de animais extremamente pequenos na porta do Campo.
Caminhamos pela feira, e qual não foi meu espanto ao ver uma bolinha felpuda e muito, muito pequena em meio à multidão... A bolinha estava perto de uma das barracas, e o vendedor disse que tinham jogado ali. Era uma gatinha branca com manchinhas cinzas, de carinha redonda. Que dor no coração !
Orientada pela Susana, a coloquei em um dos canteiros, e seguimos o nosso caminho. Mas é claro que não tirei a imagem daquela gatinha tão pequena e sozinha da cabeça. Pensei nela o resto do dia e a noite inteira. Me atormentava por não tê-la trazido... Sabia que em pouco tempo ela não mais existiria.
Então, no dia seguinte, mesmo sabendo que não podia, que era insensatez, liguei para a Susana e lhe pedi para trazer a gatinha. Ela me disse que havia uma irmãzinha, e eu lhe disse para trazer as duas. Era uma bolinha branca, de manchinhas pretas.
Estavam extremamente infestadas de vermes, e meu julgamento era mais que correto. Não teriam a menor chance de sobreviver além de uns poucos dias.
Não sabiam comer alimentos sólidos, e tive que fazer papinhas de ração e patê. Somente três semanas depois de sua chegada começaram a comer ração sêca, de tão pequenas.
Chamei-as de Paloma Picasso e Pandora Inês. Ambas são muito doces, e quando pequenas, como não pareciam ter lembranças da mãe verdadeira, pensavam que eu era ela...
Umas coisinhas queridas e boas, uma dupla de anjinhos que veio para mostrar que mesmo após a tragédia, a vida se faz ainda mais potente.
Sua história começa com uma tragédia, a captura dos gatos do Campo de São Bento pelo CCZ de Niterói. No dia 3 de maio de 2002, o CCZ esteve no Campo recolhendo vários animais. Muitos já vinham desaparecendo, desde alguns dias antes.
No dia seguinte, um sábado, haveria uma panfletagem de protesto, e por isso fui à Niterói me encontrar com a Susana. Mal sabia eu o que me aguardava...
A panfletagem acabou não acontecendo, mas eu, a Susana e o marido passamos, é claro, pelo Campo de São Bento, e fiquei chocada em ver como a quantidade de gatos diminuíra. Como em todo sábado, havia uma feira de artesanato por lá, na qual, aliás, se vende muito mais que isso, vide o comércio vergonhoso de animais extremamente pequenos na porta do Campo.
Caminhamos pela feira, e qual não foi meu espanto ao ver uma bolinha felpuda e muito, muito pequena em meio à multidão... A bolinha estava perto de uma das barracas, e o vendedor disse que tinham jogado ali. Era uma gatinha branca com manchinhas cinzas, de carinha redonda. Que dor no coração !
Orientada pela Susana, a coloquei em um dos canteiros, e seguimos o nosso caminho. Mas é claro que não tirei a imagem daquela gatinha tão pequena e sozinha da cabeça. Pensei nela o resto do dia e a noite inteira. Me atormentava por não tê-la trazido... Sabia que em pouco tempo ela não mais existiria.
Então, no dia seguinte, mesmo sabendo que não podia, que era insensatez, liguei para a Susana e lhe pedi para trazer a gatinha. Ela me disse que havia uma irmãzinha, e eu lhe disse para trazer as duas. Era uma bolinha branca, de manchinhas pretas.
Estavam extremamente infestadas de vermes, e meu julgamento era mais que correto. Não teriam a menor chance de sobreviver além de uns poucos dias.
Não sabiam comer alimentos sólidos, e tive que fazer papinhas de ração e patê. Somente três semanas depois de sua chegada começaram a comer ração sêca, de tão pequenas.
Chamei-as de Paloma Picasso e Pandora Inês. Ambas são muito doces, e quando pequenas, como não pareciam ter lembranças da mãe verdadeira, pensavam que eu era ela...
Umas coisinhas queridas e boas, uma dupla de anjinhos que veio para mostrar que mesmo após a tragédia, a vida se faz ainda mais potente.
Paloma quer dizer "pomba, doçura", e o segundo nome foi uma homenagem ao pintor.Nascida em: 05/04/02
Cor: Branca e azul
Pêlo: Semilongo
Raça: SRD
Particularidades: Ambas têm o temperamento muito parecido, e são gatas excepcionalmente fotogênicas e charmosas. Paloma, no entanto, é uma das gatas mais amorosas que já vi na vida. Completamente apaixonada por mim. E eu por ela...
Pandora significa "dotada de todas as dádivas", mas o nome foi dado por outra razão. Pensamos inicialmente que era um menino... Quando vimos que não, ela recebeu seu primeiro nome em homenagem à mitológica Pandora e sua caixa de surpresas, e o segundo nome, em homenagem à Inês.Nascida em: 05/04/02
Cor: Branca e preta
Pêlo: Semilongo
Particularidades: Minha melhor top model, elegantíssima, é naturalmente fotogênica e sabe posar como ninguém. Muito tranqüila, muito na dela. Uma paixão peluda !
Um comentário:
duas übber models!
apaixonei.
adorei conhecer sua Pandora.
bjos
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